Alto comissariado da ONU condena bombardeio em Kramatorsk e relata dezenas de mortes em diferentes regiões do país.
Uma sequência de ataques russos contra cidades da Ucrânia provocou dezenas de mortes de civis nesta semana e levou as Nações Unidas a renovar o alerta sobre a proteção da população durante a guerra. Segundo declaração do alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, um bombardeio que atingiu dois ônibus em Kramatorsk, no leste do país, deixou pelo menos 30 mortos na quinta-feira, 8 de outubro.
A organização informou que, desde a segunda-feira, ao menos 85 civis haviam sido mortos e 346 feridos em ataques russos, com base nos relatos disponíveis naquele momento. Os números são preliminares e podem mudar conforme autoridades e equipes humanitárias consigam verificar novas ocorrências.
Os bombardeios também atingiram instalações de energia. Regiões ucranianas enfrentam interrupções emergenciais e programadas no fornecimento de eletricidade, problema que tende a se agravar com a chegada do período de temperaturas mais baixas e maior demanda por aquecimento.
O presidente Volodimir Zelensky voltou a solicitar equipamentos de defesa aérea e apoio dos aliados ocidentais. Kramatorsk tem relevância estratégica por integrar a área urbana ainda controlada pela Ucrânia no território de Donetsk, alvo recorrente das operações militares russas.
O alto comissariado da ONU também mencionou preocupação com notícias de ataques ucranianos que teriam atingido civis em território russo e em áreas ocupadas. Pelo direito internacional humanitário, todas as partes do conflito têm o dever de distinguir civis de combatentes e evitar ataques indiscriminados.
A intensificação das ofensivas mostra que negociações diplomáticas e disputas no campo militar seguem em paralelo. Para os moradores de cidades próximas à frente de batalha, a prioridade imediata permanece a segurança de pessoas, hospitais, transportes e serviços públicos.





