Prévia operacional da incorporadora indica expansão das vendas e dos lançamentos, mas ainda não substitui o balanço completo do período.
A construtora e incorporadora Cury registrou geração de caixa operacional de R$ 253,6 milhões entre julho e setembro de 2026, crescimento de 8,8% na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior. Os dados integram a prévia operacional divulgada pela companhia na quinta-feira, 8 de outubro.
No trimestre, as vendas líquidas atribuídas à participação da Cury somaram cerca de R$ 1,8 bilhão, avanço anual de 10,7%. Considerando o valor total das vendas líquidas dos empreendimentos, incluindo a participação de parceiros, o montante chegou a aproximadamente R$ 2,04 bilhões, conforme os números divulgados.
A incorporadora lançou oito empreendimentos, com 6.503 unidades e valor geral de vendas de R$ 2,12 bilhões, alta de 6,9% ante o terceiro trimestre de 2025. O preço médio das unidades lançadas alcançou R$ 326,5 mil, crescimento de 12% em um ano. O valor médio dos imóveis vendidos foi de R$ 322,8 mil.
Os indicadores descrevem uma empresa que manteve ritmo de lançamentos e capacidade de converter vendas em caixa. A leitura, porém, precisa considerar condições de financiamento, velocidade comercial, obras em andamento e participação em cada projeto. Mais vendas em valor não significam, necessariamente, aumento proporcional da quantidade de imóveis comercializados.
O setor imobiliário continua sensível à taxa de juros e à disponibilidade de crédito habitacional. Alterações no custo do financiamento afetam a capacidade de compra das famílias e as margens das incorporadoras, com resultados distintos por faixa de renda e localização.
Por se tratar de divulgação operacional preliminar, os números não devem ser confundidos com receita, lucro ou endividamento apurados no balanço contábil. A avaliação completa dependerá da publicação das demonstrações financeiras do terceiro trimestre.





